31 de dez. de 2008

2009

Amanhã é ano que vem! Já vai vir querendo muito surf, boas ondas e um astral bacana. Tudo de bom para você e para os que você ama. Muita onda, bons ventos, saúde e principalmente PAZ! Neko.

30 de dez. de 2008

Esqueleto voador

Na época que eu estava no rip do surf, lá pelos meus 20 anos de idade, meu brother Flávio Boabaid costumava me chamar de "Esqueleto Voador". Eu era magro (60 kg de peso) e esboçava alguns aerials. Certamente estaria me identificando com este desenho do Rick Griffin ao lado. Atualmente, "alguns" anos depois, o meu esqueleto continua por dento do meu corpo, já revestido de um pouco mais ácidos graxos. O termo voador também já não significa a mesma coisa. Mas cada fase de nossas vidas tem suas características próprias. Surf é sempre surf!

29 de dez. de 2008

Paraíso

Aprendi a velejar na praia de Canasvieiras (Florianópolis/SC) lá por 1977. Na época eu velajava nas pranchas Windglider (e Hi-Fly) emprestadas do meu cunhado Chico e do meu primo Diguinho. O tempo passou, eles pararam de velejar e eu agora estou de volta na mesma praia com equipamentos atuais de windsurf. Ontem estive por lá de novo. Vento nordeste por volta dos 15 knots. Acredito ter sido o melhor velejo que já fiz até hoje. Fui para alto mar, encarei ondas por lá, cruzei com outras embarcações. Orcei até Pontas das Canas e depois voltei num zig zag arribado incrível. Usei minha vela North Sails 7.3 e andei bem rápido. 3 horas dentro da água. Água limpa, lá fora trasparente, dá até vontade de beber. Verão. O sol por cima. Perfeição!

2.000

2.000 metros de altura é muito ou pouco? Para um vôo de asa delta é uma altura legal, principalmente considerando a maioria dos picos de vôo no Brasil. Neste vôo que fiz em 2005, decolei da rampa de Igrejinha/RS e fiquei sobre a cidade de Novo Hamburgo/RS a 2.000 metros de altura em relação ao solo. Bom vôo.

28 de dez. de 2008

Encaixado

Não é essa a idéia que este desenho do Wavetoon passa? Onda perfeita rodando, é só atrasar ou acelerar, encher o lip da onda de porrada e aproveitar o momento. Uma onda perfeita e dois copos d'água curam qualquer mal!

27 de dez. de 2008

O espírito do surf

Essa pintura da Pamela Neswald passa bem a idéia do espírito do surf. Uma gatinha, que não importa quem seja, nem idade, cor, religião, nacionalidade, entrando no mar e focando as ondas que estão quebrando. O show vai começar. Não importa se está aprendendo a surfar a pouco tempo ou se já tem dezenas de anos de experiência no surf. O momento é de abraçar a prancha, molhar os pés e concentrar-se no que acontece na arrebentação. Agora este é o objetivo. O que está acontecendo nas nossas vidas da linha da água para fora vai esperar um pouco para serem revistas. O relaxamento espiritual, a limpeza mental e o uso das nossas forças do corpo são muito mais importantes. Essa combinação de fatores possibilitam doses de saúde para os praticantes de hobbies que certamente os médicos de várias especialidades recomendam como rotina para uma condição de saúde completa.

26 de dez. de 2008

25 de dez. de 2008

Natal

Aproveite o dia de hoje e agradeça as possibilidades que você tem de viver sua vida. Surf, altas ondas, windsurf, vento liso, esportes, namoradas, filhos, família, amigos, trabalho, saúde, paz. Tudo isto são presentes que ganhamos e muitos deles sem sequer termos pedido. Ao nosso lado os que amamos, na nossa frente um caminho limpo e cheio de energias positivas. Sigamos em frente sem nunca esquecer de agradecer por ter essas coisas boas que temos e sempre que possível ajudar quem não tem a mesma sorte. Compartilhar nossos momentos legais com quem não teve a mesma oportunidade. Isto também traz felicidade, para ti e para quem está ao seu loado. Tudo de bom para você que está lendo este texto e a todos os que fazem parte das coisas boas que Deus te deu. Neko.

24 de dez. de 2008

O velho tá inteiro!

Idade incerta. Mais de 200 anos? Nada disso, pesquise na Internet, o cara não tem 80 anos de idade. Mas isto não importa. Velejando nesse astral (tem uma gatinha acompanhando o rapaz no velejo) a idade é assunto insignificante. Já vimos ele voando de asa delta, surfando aqui no Top Wings. O tiozão tá inteiro! Hoje a noite vai estar com o saco cheio e com muitos compromissos. Alguém tem que trabalhar hoje. De dia, à luz do sol o cara está em agum canto do planeta aproveitando as energias legais que Deus nos deu. Valeu Papai Noel! Quando eu crescer eu quero ser igual a ti! Feliz Natal brou!

23 de dez. de 2008

A chegada no pico

Olhando com olhos de um cardiologista, o momento de chegada no pico de surf deve ser quando os batimentos cardíacos do surfista atingem seu patamar máximo num dia de surf bom. Antes de dormir, no dia anterior, a adrenalina já está meio alta devido à ansiedade do que será o próximo dia de surf. Depois de cair na água, pegar meia dúzia de ondas, a rotina do dia de surf já está assimilada. Coração e mentes acalmados e se alimentando. Mas na hora que a imagem real das ondas quebrando perfeitas aparecem na frente dos olhos, é aquela pressa repentina, preparação a jato e correria para a água. Coração batendo a mil! Doses cavalar de adrenalina fluindo dentro do corpinho. John Severson passa bem este momento nesta pintura que ele fez. Surf!

22 de dez. de 2008

Direto de Pipe

Aproveitando o assunto de Pipeline, meu ilustre primo, o Renato Hickel, que vive viajando pelo circuito ASP, mandou estas fotos de sua autoria lá de Pipeline - Hawaii, durante o evento que o Kelly Slater matou. Realmente estava rolando ALTAS ondas. Tubulares para os dois lados! Perfeitas!

Backdoor + Slater = show

Tá lá o cara. Pipeline. Backdoor abrindo tubos incríveis. Kelly Slater matando a prova. No video momentos do campeonato que rolou lá esses dias. Tubo atrás de tubo.

21 de dez. de 2008

enTERRA

Fui surpreendido pelo provedor de Internet que ainda utilizo (vou sair dele em breve) ao saber que o espaço que era disponibilizado (e eu pagava por isto) para hospedagem de sites foi descontinuado. Uma decisão unilateral do "provedor". Com isto, centenas de sites que eu possuia, simplesmente foram pulverizados. Meus sites de logbook, por exemplo, registravam meus vôos de asa delta de 2000 a 2007, todos os vôos, mais de 300. Um a um acompanhado de um site, com fotos videos, impressões, aprendizados, etc. Os sites que eu tinha de meteorologia, visitados diariamente por várias pessoas, também foram retirado do ar da mesma forma. A mensalidade que pago ao "provedor" não sofreu redução alguma depois da subtração dos serviços oferecidos... Recebi a poucos dias outro e-mail deste "provedor" informando que os albuns de fotos que os usuários tinham (eu não tinha) também serão eliminados do cyber espaço. Já possuo e-mail no Google (Gmail - nekorodrigues@gmail.com ), minha família também e estou apenas vendo qual será a melhor alternativa para trocar de provedor de acessos à Internet. Veja como são as coisas, os Estados Unidos, tido por muitos como a maior potência mundial, dá sinais de que não está com esta bola toda. O provedor Terra? Outro exemplo. Pensavas que era um dos melhores? Mude sua opinião, pois não é. Está decadente. Deve estar no vácuo da crise americana, indo para o buraco... Antecipe-se, caso seu provedor atual seja o Terra, já vá fazendo pesquisa de mercado. Mude antes que seja pego de surpresa. Neko.

Morranca

Quando nós por algum motivo não podemos fazer as coisas que gostamos no mundo real, a imaginação pode nos ajudar. Quem dos que surfam não gostaria de estar num momento como o deste desennho do Wavetoon? Nos desenhos podemos trazer para nossos olhos as imagens das sensações mais legais que gostamos. A galera do Wavetoon faz isto o tempo todo! Como nesta rasgada de back side numa morranca animal. Tow in?

20 de dez. de 2008

Rotina

Vento todos os dias na faixa de 15 knots, grandes estensões de água colada na cidade. Horário de verão. Equipamento guardado num clube à beira disso tudo. É sair do trabalho, trocar de roupa, preparar o equipamento e entrar na água. No mínimo 1 hora de velejo. Na foto eu com minha North Sails 7.3 em mais um dia desta rotina no Guaíba em Porto Alegre.

19 de dez. de 2008

Por dentro do verde

Mais uma imagem bacana do Joaquin Malmann. Tubo! Esse é dos verdes.

18 de dez. de 2008

O CASO PESCA E SURF (3)

Na nossa postagem semanal sobre O CASO PESCA E SURF, a sequência do trabalho do Ingo. Agora "A Orla Marítima do Rio Grande do Sul" e os impactos causados pela urbanização. Tanto a pesca como o surf são consequências desta urbanização e daí surgiu o conflito que vem causando tragédias e que não podem ser tratadas como mais uma rotina litorânea.

A Orla Marítima do Rio Grande do Sul e os impactos causados pela urbanização. A orla marítima pode ser definida como uma unidade geográfica inserida na Zona Costeira delimitada por uma faixa de interface entre a terra e o mar. Os limites genéricos estabelecidos para orla marítima são os seguintes: Na zona marinha, a isóbata de 10 metros, profundidade na qual a ação das ondas passa a sofrer influência da variabilidade topográfica do fundo marinho, promovendo o transporte de sedimentos; Na faixa terrestre: 50 (cinqüenta) metros nas áreas urbanizadas ou 200 (duzentos) metros em áreas não urbanizadas, demarcados na direção do continente a partir da linha de preamar ou do limite final de ecossistemas, tais como os caracterizados por feições de praias, dunas, áreas de escarpas, falésias, costões rochosos, restingas, manguezais, marismas, lagunas, estuários, canais ou braços de mar, quando existentes, onde estão situados os terrenos de marinha e seus acrescidos. (MMA, 2006).
Figura 2: Delimitação da Orla marítima para o Projeto Orla (MMA, 2006 pag. 28). Uma conseqüência bastante visível dos processos de urbanização é a destruição das construções junto à orla causada pelas marés meteorológicas, fenômeno popularmente conhecido como “ressaca”, onde o nível da maré aumenta em até 1.5m (ALMEIDA et al.,1997). Aqui no estado do Rio Grande do Sul, este fenômeno vem atingindo muitas residências construídas irregularmente junto à orla marítima, após a retirada das dunas frontais, barreira natural de proteção aos avanços do mar. Municípios como Cidreira, Imbé e Capão da Canoa, no litoral norte e Balneário Hermenegildo, no Litoral Sul, onde a ocupação acelerada e a urbanização da orla marítima, feitas sem considerar a dinâmica do ambiente costeiro, apresentam prejuízos materiais vultosos devido à falta de planejamento.
Foto 1: Impacto Frontal de uma maré meteorológica em construção junto à orla marítima na praia de Cidreira. NICOLODI, 1999.
A conurbação entre balneários e municípios é uma realidade que impacta as comunidades dos municípios do litoral norte do estado do Rio Grande do Sul. Dentre estes municípios, alguns são responsáveis por apresentar as maiores taxas de crescimento populacional anual do estado, como balneário Pinhal (7,47%) e Cidreira (6,61%) (IBGE, 2000), ambos apresentando áreas conurbanas no limite territorial norte de Pinhal com o limite sul de Cidreira. Até 1996, Pinhal era um balneário de Cidreira, vindo posteriormente a se emancipar. A ocupação desordenada da Orla Marítima do Rio Grande do Sul gerou um conflito entre as comunidades tradicionais de pescadores que ali vivem, conhecidos como Pescadores Profissionais Artesanais (PPA’s) e praticantes de esportes náuticos. Ambos necessitam utilizar o mesmo espaço, o mar: os pescadores para sobrevivência através da pesca profissional artesanal, e os praticantes de esportes náuticos utilizam-se das ondas do mar como pista para prática do esporte. A arte de pesca praticada basicamente se constitui em estender uma rede fabricada com fios de nylon entrelaçados em forma de retângulo, perpendicularmente à linha de costa, para que os cardumes de peixes sejam capturados. Acontece que os praticantes de esportes náuticos, conhecidos como surfistas, à deriva no mar, não enxergam os materiais de pesca dispostos no oceano, vindo a enrolar-se nas redes e se afogarem. Dados da Federação Gaúcha de Surf (FGS, 2007) apontam que 45 surfistas já morreram no estado do Rio Grande do Sul em acidentes com rede de pesca desde 1980. Várias medidas foram tomadas na tentativa de acabar com esses problemas, como leis estaduais, acordo com associações de pescadores e surfistas, mas até hoje não se encontrou uma solução definitiva. A falta de uma legislação federal incidente sobre o tema é o grande paradigma desta problemática. A orla marítima é área de competência da União, cabendo a ela o ordenamento, gestão e fiscalização da orla e terrenos acrescidos (ORLA/MMA-SPU, 2006). Nesta interpretação, as legislações estaduais incidentes sobre a orla marítima perdem o sentido, fazendo com que as tentativas de ordenamento fiquem restritas a acordos entre as classes. Em alguns municípios temos exemplos de sucesso. Cassino (este no litoral Sul, considerado pela FGS como exemplo de área segura para prática do Surfe), Torres, Capão da Canoa - Xangrilá e Tramandaí – Imbé, onde acordos entre prefeituras e pescadores permitiram a criação de áreas de exclusão da pesca com rede durante o ano inteiro tornando estes municípios considerados seguros para a pratica de esportes náuticos. A idéia de criar áreas conurbadas de exclusão da pesca com redes entre estes municípios permitiu a fixação de áreas com extensão considerada segura para a prática de esportes náuticos em função de parâmetros de dinâmica costeira, como a corrente de deriva litorânea. Apesar destes exemplos, alguns municípios ainda são considerados como de alto risco para a prática de esportes náuticos. Seja por não possuírem áreas consideradas seguras para a prática de esportes náuticos, pela pequena extensão longitudinal das áreas existentes ou até mesmo pela falta de qualquer área destinada à prática de esportes náuticos. Além disso, o desrespeito às delimitações das áreas destinadas para cada atividade, por pescadores clandestinos e até mesmo legalizados que não aceitam a criação de zonas de exclusão da pesca, contribui para tornar esses locais como não adequados para a prática de esportes.
Dentre estes municípios abordaremos como estudo de caso o município de Cidreira, por dois fatores principais:
• Por ser o município que registrou o maior número de mortes de surfistas em redes de pesca desde 1983 até o presente;
• Por ser considerado pela Federação Gaúcha de Surf (FGS), como “área de mais alto risco para a prática de esportes náuticos dentre os municípios do litoral norte” (FGS, 2007).
Em análise realizada no município em outubro de 2007, pudemos presenciar algumas das alegações feitas pela FGS, como o desrespeito de ambas as partes ao acordo existente no município para usos da orla marítima. A foto dois ilustra essa alegação, onde surfistas “disputam” o mar com redes de pesca. Este flagrante foi captado a aproximadamente 600 metros ao sul da plataforma de pesca do município, ponto tradicional de prática de esportes náuticos, devido a melhor formação das ondas no local.
SURFISTAS A 300M SUL PLATAFORAM DE PESCA. CIDREIRA-RS.
Foto 2: Surfistas (canto superior esquerdo da foto) disputam área com redes de pesca. Cidreira, RS. 20/10/2007. Fonte: Ingo Kuerten.
Na próxima semana aqui no Top Wings o Capítulo 2 deste trabalho, ORDENAMENTO TERRITORIAL NA ZONA COSTEIRA, fique ligado.

17 de dez. de 2008

2 vezes perfeito

Foi Joel Parkinson nesta bateria. Duas notas 10! Somente Kelly Slater tinha feito isto antes. Altos tubinhos.

16 de dez. de 2008

Ele está perto

Lá vem ele, agora entubado num buraco. Esse desenho de surf do Rick Griffin é apropriado para a época.

15 de dez. de 2008

Velejo RS

Carolina Anzolch, esposa do Renan, velejador de windsurf da galera da Raia 1, tem tirado inúmeras fotos de pessoal em ação no Guaíba. Eles tem um site de fotos com o nome de Velejo RS onde pode-se conferir inúmeras imagens de windsurf do RS. Enquanto o Renan está na água, a Carolina se diverte com sua camera digital. Teremos uma pausa nesta geração de imagens de windsurf do Velejo RS pois a Carolina estará tendo seu filho agora no mês de janeiro.