31 de jan. de 2009

Onda trabalhada

Neste desenho Rick Griffin largou um alienzinho trabalhando uma direita da maneira que qualquer surfista gostaria. A sequência transmite aquela sensação gostosa de velocidade, segurança e surf no pé. Numa onda perfeita, base bem encaixada é só botar pra baixo e acelerar o brinquedo. Estes desenhos são sempre bons de ver e rever, ativam e mantém ligado o lado surf do nosso cérebro.

30 de jan. de 2009

O troféu do Slater é do Phil Roberts

Já vimos aqui no Top Wings um video da ASP com imagens da vitória do Kelly Slater em Pipeline 2008. Também foi postado aqui imagens em fotos tiradas pelo primo Renato Hickel da praia de Pipeline neste dia. É sabido que o mago Phil Roberts faz esculturas também além dos desenhos e pinturas mágicas de cenas de surf que temos visto bastante aqui no Top Wings. Pois repare que o troféu que o Slater levou na vitória em Pipe foi baseado numa escultura que o Phil Roberts já tinha feito. E a escultura do Phil que vemos ao lado (o troféu na mão do Kelly Slater) foi feita baseada numa pintura que ele mesmo fez (postada aqui no Top Wings com o título De pé lá dentro). É Pipeline populando a imaginação, criatividade e surf de uma galera!

29 de jan. de 2009

O CASO PESCA E SURF (8)

Dando continuidade no trabalho do Ingo Kuerten sobre O CASO PESCA E SURF, entramos agora numa parte bastante interessante para a galera do surf. São as características físicas da área de estudo deste trabalho. Alguma teoria sobre ondas, ventos e tudo o que envolve a natureza do surf. O Capitulo 7 do trabalho do Ingo será fragmentado em diversas postagens aqui no Top Wings pois o assunto é bastante extenso.

7 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DA ÁREA DE ESTUDO
Conhecer as características físicas e geomorfológicas, bem como a dinâmica do ambiente costeiro é fundamental quando se objetiva o gerenciamento desta região. O município de Cidreira, emancipado de Tramandaí em 1988, está localizado próximo ao meridiano de 50° W e ao paralelo de 30° S em relação à Linha do Equador e ao meridiano de Greenwich, distante aproximadamente 120km da capital do estado do Rio Grande do Sul. Tem como limites ao norte o município de Tramandaí, a leste o Oceano Atlântico, ao sul o município de Balneário Pinhal e a oeste os municípios de Osório e Capivari do Sul. A figura cinco mostra os limites do município (em vermelho), e pontos captados em campo e descarregados no Google Earth.
Figura 5: Localização do município de Cidreira, com coordenadas dos limites norte e sul e de pontos conhecidos junto à orla marítima através de imagem de satélite da ferramenta Google Earth captada e editada pelo autor, com sobreposição e ajuste espacial do layer de limite municipal IBGE 2000.
7.1 Parâmetros Geomorfológicos
Segundo Villwock (1984), as províncias geológicas formadas ao longo das margens continentais do tipo Atlântico consistem basicamente de uma planície costeira e de uma plataforma continental, limitadas por uma linha de costa efêmera e dominadas por ambientes continentais transicionais e marinhos. Ainda segundo aquele autor, suas características essenciais dependem da interação de três fatores: taxa de suprimento sedimentar, taxa de subsidência e variações do nível do mar. A Província Costeira do Rio Grande do Sul é composta por duas unidades geológicas principais, o Embasamento (fonte de sedimentos) e a Bacia de Pelotas. Conforme Villwock e Tomazelli (1995), a Bacia de Pelotas é uma bacia marginal aberta do tipo costeira estável, segmento meridional da margem continental sul brasileira. Sua origem está relacionada aos acontecimentos geotectônicos que culminaram com a abertura do Oceano Atlântico Sul (no período Jurássico) e que resultaram na ruptura do grande continente Gondwana e na separação dos continentes africano e americano. As feições geológico-geomorfológicas da seção superior da Bacia de Pelotas são a Planície Costeira e a Plataforma Continental. Para este estudo consideramos apenas a Planície Costeira, pois é neste ambiente que de fato encontramos os conflitos analisados nesta pesquisa.
7.1.1 A Planície Costeira
Segundo definição de GRUBER (2002), a Planície Costeira do Rio Grande do Sul corresponde a uma feição fisiográfica onde estão expostos os sedimentos da porção superficial da Bacia de Pelotas. Estes sedimentos foram depositados desde o terciário sob influência de oscilações glácio eustáticas do nível do mar e de acentuadas variações climáticas. Estas oscilações do nível do mar estão intimamente ligadas às alternâncias cíclicas de períodos frios e quentes que vêm ocorrendo sistematicamente desde os últimos 750.000 anos. Relacionam-se com mudanças axiais e orbitais do planeta: excentricidade da órbita (periodicidade de 96.000 anos), inclinação axial (periodicidade de 42.000 anos) e precessão dos equinócios (periodicidade de 21.000 anos), conhecidas como Ciclos de Milankovitch. Resultam em uma variação regular de aproximadamente 100.000 anos, quando as temperaturas caem gradativa e lentamente em direção ao período glacial, para depois subir rapidamente (aproximadamente 10.000 anos) até o máximo interglacial. O resultado dessas variações gerou uma planície constituída por um sistema de leques aluviais e lagunas barreira. Os Sistemas de Leques Aluviais estão correlacionados com a Planície Aluvial Interna e com os maciços cristalinos circunjacentes das terras altas. Iniciaram se a partir do Terciário e estão relacionados a um clima mais seco e frio em período de mar rebaixado (VILLWOCK et al, 1984). Durante o Pleistoceno houve o desenvolvimento de sistemas deposicionais do tipo barreira-laguna na borda leste da planície costeira. Associados aos eventos transgressivos e regressivos, pleistocenicos e holocênicos, formaram os Sistemas Tipo Barreira- Laguna I, II, III e IV, identificados por Villwock et al (1984). As barreiras I, II e III são pleistocênicas e a IV, ainda ativa, iniciou seu desenvolvimento no holoceno tardio (Figura seis). 
Figura 6: Perfil esquemático transversal dos sistemas deposicionais da Planície Costeira do Rio Grande do Sul, na latitude de Porto Alegre. As barreiras são correlacionadas aos últimos e maiores picos na curva isotópica de oxigênio por Tomazelli e Villwock (1999).
7.1.2 A Praia
HOEFFEL (1998) conceitua praia como uma acumulação de sedimentos inconsolidados os quais se estendem entre a zona mais próxima de quebra de ondas com o limite de lavagem de ação máxima de ondas de tempestade e de marés sobre o continente, esta última de importância secundária. As praias se estendem até uma forma que altera a fisiografia, tais como falésias e campos de dunas frontais. Segundo WRIGHT & SHORT (1984) existem modelos de variabilidade espacial de praias, que reconhecem seis estados morfológicos distintos, sendo dois extremos e quatro intermediários. Os extremos são:
1. Totalmente Dissipativo: caracterizado por uma declividade suave, uma granulometria fina, uma ampla zona de arrebentação, ocasionada pela presença de triplas barras onde as ondas dissipam a maior parte da energia antes de atingir o estirâncio e um grande estoque arenoso localizado na porção subaquosa.
2. Totalmente Reflectivos: caracterizado por uma declividade mais acentuada, uma granulometria mais grossa, uma zona de arrebentação mais estreita, onde grande parte da energia das ondas incidentes é refletida e o estoque arenoso se concentra na porção subaérea (TOLDO JR et al, 1993) & (SILVA, 1998). 
Figura 7: Característica dos perfis praiais dissipativos e reflectivos. Os eixos X correspondem às distancias e os eixos Y correspondem às profundidades (TOLDO JR, 1993). Tratando-se do Rio Grande do Sul, mais especificamente do Litoral Norte vários pesquisadores classificaram a faixa de praia como essencialmente no estado morfodinâmico dissipativo e intermediário e, eventualmente, reflectivo (WESCHENFELDER et al, 1997). 

Na próxima semana, conforme comentado no início desta postagem, seguimos acompanhando as características físicas da área de estudo, agora veremos as variáveis climáticas.

28 de jan. de 2009

Papagaio de pirata

Quando um fotógrafo ou cinegrafista aparece para fazer uma cena, por vezes aparecem junto com eles os "papagaios de piratas". São aqueles "sem noção" que ficam se movimentando atrás da cena principal, para aparecerem de qualquer maneira na imagem. Geralmente são uns malas. Olha esse aí. O fotógrafo querendo pegar cenas de surf e o papagaio de pirata querendo aparecer... Ridículo... Roubou a cena...

Idade do Condor

Chega uma fase na nossa vida que se chama a idade do Condor. Para os mais ativos, os que praticam esportes de maior impacto no corpo, essa idade pode vir mais cedo. Condor pode ser confundido com dor... Joelhos, coluna, ombros, pescoço, todas as partes do nosso corpo podem doer depois de radicalizar em alguma manobra. Os que estão na idade do Condor, podem sentir estas dores sem precisar estar num momento tão radical assim. Na foto, eu, Condor no meu ombro direito (que por sinal passou por uma cirurgia a 6 meses atrás) e Condor no meu ombro esquerdo. Mas, fazer o que? Tem também a idade do Lobo, idade Sex (sexsagenário), etc... Nos resta só continuar a entrar na água e dar porradas em lips, cada vez com mais maturidade! Urrú!

27 de jan. de 2009

Pedro Husadel na Califórnia

Pedro Husadel, filho do David Husadel, vai passar uns meses na Califórnia. Surfando e estudando. Pedro e David são meus primos. O Davizinho surfou comigo nos tempos de competição. Somos da mesma geração do surf. Já o Pedro é um novo nome no esporte que vem arrepiando as ondas e se tornando conhecido. É do time de competição das pranchas Tropical Brasil. Sua ida para Califórnia virou notícia na Internet neste link. Abaixo reprodução do texto:
Intercâmbio do surf – Pedro Husadel na Califórnia (13/01/2009). O jovem surfista catarinense Pedro Husadel já esta na Califórnia. Ele chegou aos Estados Unidos no último dia 9 de janeiro, a viagem tem um tempo estimado de dez meses. A viagem tem com objetivo aprimorar o conhecimento, o inglês e claro o surf nos fundos de pedra. Como base o surfista esta hospedado na casa de uma família, onde tem total acompanhamento, assistência e suporte para a realização da trip. A cidade que o atleta escolheu para ficar hospedado não poderia ter sido melhor, San Clemente região da famosa onda de Trestles. Para a viagem, Pedrinho colocou na bagagem um quiver afiado de quatro pranchas (5”11 – 6” – 6”1), tudo isso para que nunca fique na mão na hora do surf no dia a dia. Na viagem ele ainda conta com o apoio da Tropical Brasil, Nigiri, Vibe e Alma Pilates. Com apenas dois dias de estada na região, ele relatou a nossa equipe em conversa via MSN, que já pode surfar dois dias em Trestles. - Nos dias que surfei lá as ondas estavam pequenas, mas já deu para fazer um reconhecimento das ondas de Trestles, disse Pedrinho. Na próxima edição dos vídeos do Projeto Free Sessions a galera vai poder conferir uma session exclusiva do surfista no Hawaii, tudo filmagens da temporada 08. Por: Artur Dobairrol. Fonte: Dobairrol Surf - agência de notícias.

26 de jan. de 2009

Shilo

A figura ao lado, de óculos, pronta para decolar de asa delta é a Shilo. Shilo é a cadelinha da família do meu brou americano que mora e faz vôos incríveis de asa delta na Califórnia, o Dan D. O Dan voa solo numa asa rígida e duplo com a família. Ashley, sua filha, curte o vôo duplo com o Dan de vez em quando. Já vimos uma postagem com a Ashley em ação aqui no Top Wings. Por sinal, neste vôo da Ashley, a Shilo estava lá também. Na real não era um vôo duplo e sim um vôo triplo. Agora o Dan e seu pessoal estão em pleno inverno. Certamente com a chegada do verão novas imagens e notícias virão do hemisfério norte para nós. As fotos ao lado foram tiradas no outono deles.






25 de jan. de 2009

Crowd

Já vimos qui no Top Wings, na postagem Marzinho sopa, o efeito de muita gente junto, ao mesmo tempo, dentro da água. É o chamado CROWD. O crowd acontece em todos os lugares. É o excesso de gente fazendo a mesma coisa no mesmo lugar. Passando-se da capacidade aceitável para a prática de qualquer atividade. Pode-se chegar ao extremo de inviabilizar a prática da atividade. Uma meia dúzia de sortudos, guerreiros, fominhas ou extremamente fissurados podem acabar pegando uma ou outra onda. A foto ao lado foi uma contribuição do meu primo Paulinho. Altas ondas, mas com essa quantidade de surfistas o mar acaba ficando ruim... Crowd impraticável.

Férias

Nada melhor do que não ter compromissos de trabalho por um tempo. Poder acordar na hora que quizer (pode ser bem cedo mesmo), analisar as condições meteorológicas do dia e escolher: surf ou windsurf? Nestas férias rip de surf e windsurf. Família treinando junto na parceria. Boas ondas, bons ventos, boa companhia, boa comida, bom clima. Obrigado Senhor!

24 de jan. de 2009

Velha

Tem uns caras, fora do rip, que parecem umas velhas surfando... Vivem caindo da prancha. Ao se levantar, numa manobra, TODA HORA! Olha uma ao lado.

Está escrito na pedra II

No vale Dharan, no baixo Himalaia, um sábio monge encontrou inscrições em uma pedra. Os dizeres datavam de algo próximo a MMD A.C. Nas inscrições, já judiadas pelo tempo, com alguma dificuldade é possivel ler a sábia frase, lema de algumas civilizações que vieram depois. Lá consta: "Se tiverem boas ondas no mar, vai para a água e te concentra!". O autor é desconhecido, mas o monge que trouxe este achado para nós, aparece na foto ao lado em plena meditação, pondo em prática seu milenar aprendizado. O nome dele é Rasga Fohrt Nulip. Véio brou que ainda agita a área. Como ele mesmo diz em seu dialeto natal numa voz rouca: "UUrrúúú!".

23 de jan. de 2009

Natureza

Precisamos dela para tudo. Principalmente para nos divertir. Patrick Parker sabe disso.

Ehlas no ar

Já está no ar a edição 6 da Ehlas. Como sempre uma revista muito bem feita com alto nível de imagens e matérias. Imagens tipo a do lado, Natalie Martins numa foto do Rick Werneck. São Ehlas literalmente no ar!

22 de jan. de 2009

O CASO PESCA E SURF (7)

6 OS CONFLITOS LEGAIS ENTRE PESCA X SURF NO RS
Apesar da existência de programas e projetos criados em nível federal com a finalidade de disciplinar a ocupação da orla marítima, a maioria dos planos e programas possui uma limitação grave: A falta de legislação específica sobre a delimitação por usos do mar.
6.1 A Legislação Federal
A inexistência de legislação federal para disciplinar as atividades de pesca na faixa marinha da orla é hoje o grande entrave para estados e municípios disciplinarem o seu uso. O arcabouço normativo federal existente até a atualidade não prevê o zoneamento da orla marítima nacional em função de usos. A Lei Federal de Incentivo a Pesca (Decreto Lei 221/1967) é anterior ao primeiro acidente com morte registrado no Rio Grande do sul envolvendo pessoas e redes de pesca (o primeiro registro de afogamentos de banhista em rede de pesca data do ano de 1983). Ocorreram, ao todo, 45 mortes de banhistas em redes de pesca (FGS, 2007). Apesar disso, de toda a divulgação deste tipo de conflito, da criação de documentários (Caiu da Rede é Gente - Gabba Filmes, 2007) e filmes (A Última Onda, 2005) não existiu uma sensibilização do poder legislativo federal no sentido de um aperfeiçoamento normativo para disciplinar os usos da orla marítima.
6.2 A Legislação Estadual
O poder legislativo do Rio Grande do Sul, impulsionado pelos seguidos protestos de familiares e amigos de vítimas de afogamentos em redes de pesca, vem tentando ao longo dos anos, disciplinar o uso da orla marítima do estado. Em 1988, após o registro de sete mortes de surfistas em redes de pesca, foi sancionada a primeira lei estadual de disciplinamento dos usos da orla marítima e fluvial para a pesca com redes e a criação obrigatória de área para recreação e lazer. De autoria do deputado estadual Sanchotene Felice, a lei nº. 8.676, de 14 de julho de 1988, determinava a obrigatoriedade da delimitação de áreas para lazer e esportes náuticos em todos os municípios com orla marítima, lacustre ou fluvial. Segue sua redação:
Art. 1° - Os municípios do Estado do Rio Grande do Sul banhados por mar, lagoas ou rios, que comportem praias ou áreas de lazer, ficam obrigados, no prazo de 90 dias, a demarcar os locais destinados à pesca profissional ou amadora, aos desportos de diferente natureza, a recreação e ao lazer em geral”.
Art. 2° - A demarcação será feita através de balizas, placas e dizeres visíveis e permanentes, cabendo ao poder público municipal, em colaboração com os órgãos estaduais competentes, estabelecer normas para a utilização dos locais delimitados, darlhes ampla publicidade, fiscalizar a sua observância, fixar e aplicar sanções.”

É interessante notar que esta lei foi publicada no mesmo ano de lançamento do Programa Nacional de Gerenciamento Costeiro (PNGC 1). Além disso, seguia uma mesma tendência apontada no PNGC, de permitir e incentivar que os municípios costeiros sejam responsáveis pelas delimitações bem como das fiscalizações da orla. Algumas falhas são encontradas nesta primeira legislação, sendo que muitas existem até hoje. É visível que ao criar essa lei não foram considerados os aspectos da dinâmica costeira do estado. Não existe na redação da referida lei parâmetros de dimensões para demarcação destas áreas tanto para pesca como para lazer e esportes. Além disso, também não fica definido qual órgão será responsável pela fiscalização das áreas demarcadas seja por parte dos municípios ou estadual. Em uma tentativa de aperfeiçoamento, é sancionada a lei estadual 11.886 de 02 de Janeiro de 2003. Nesta lei são definidas as dimensões mínimas para cada área, sendo de 400m de extensão por atividade. As áreas para lazer e desportos aquáticos devem ser demarcadas nas áreas centrais dos municípios, dando preferência para as áreas mais urbanizadas de cada município. Após isso, o governo estadual sentiu a necessidade de conhecer os pescadores que atuavam na orla gaúcha com redes, até para poder fiscalizar melhor este tipo de atividade. Para tanto, sancionou em 22 de dezembro de 2003 a lei estadual 12.050 que dispõe sobre a demarcação das áreas de lazer e pesca, sua observância, fiscalização e sanções, conforme os artigos transcritos a seguir:
Art. 1º - A demarcação prevista pela Lei nº 8.676, de 14 de julho de 1988, dos locais de pesca profissional ou amadora, de desportos de diferente natureza, de recreação ou lazer em geral, nas orla marítima, lacustre ou fluvial, far-se-á mediante placas visíveis, com dizeres claros, afixadas nas áreas de circulação junto às praias, obedecendo a modelos padronizados, em todas as regiões do Estado.
Art. 2º - Os pescadores profissionais que atuam nas áreas mencionadas nesta Lei, deverão portar carteira de identificação, com numeração própria, endereço, filiação e tipo sangüíneo, fornecida pela respectiva associação.
Art. 3º - No equipamento de pesca profissional que permanecer na orla, sem a presença de seu usuário, deverá ser afixada etiqueta legível com o nome, o número da carteira de identificação e o endereço do proprietário”. (MP-RS, 2007).
Nota-se que ainda não se tem noção de quais as sanções e quem fará a fiscalização das áreas delimitadas para cada atividade. Estas questões são tratadas no Decreto nº 42.868, de 03 de fevereiro de 2004. Nele é criada a competência da brigada militar para a fiscalização das áreas delimitadas em cada município e as sanções aplicáveis aos infratores que desrespeitarem as delimitações. Por fim, o Decreto Estadual nº 43.375, de 06 de outubro de 2004, no aperfeiçoamento da legislação estadual, dispõe sobre a padronização das placas de sinalização de áreas de lazer e pesca na orla marítima gaúcha. O grande problema encontrado no Rio Grande do Sul em relação a isso é que as águas jurisdicionais brasileiras são de responsabilidade da União, cabendo à marinha do Brasil sua fiscalização e gestão, conforme afirma a própria Marinha do Brasil:
“A Marinha do Brasil tem a responsabilidade de implementar e fiscalizar o cumprimento das leis e regulamentos, no mar e nas águas interiores, e pela salvaguarda da vida humana no mar, nas áreas sob sua responsabilidade” (BRASIL, 2007).
Apesar disso, como não existe na legislação federal normalização ou delimitação para pesca desembarcada com uso de redes na orla marítima, a delimitação de áreas por usos, criada pelos municípios, é freqüentemente desrespeitada e a fiscalização ineficaz, visto que legalmente nenhuma infração esteja ocorrendo, ninguém pode ser punido. Veiculada no Jornal Zero Hora de 16 de maio de 2007, a condenação do município de Cidreira a pagar uma indenização de 70.000 reais pela morte da surfista Graziela Alegretti. Ela se afogou em uma rede de pesca enquanto surfava nas águas do Balneário Salinas em 2000, e o processo aberto por sua família contra a prefeitura de Cidreira ainda gera controvérsias. Isso porque uma pessoa da comissão de avaliação do processo votou a favor do município, pois entende que mesmo com legislações estaduais e municipais, ainda é da União a competência e responsabilidade pela gestão das praias marítimas. Desta forma estão sendo desconsideradas as normas que permitem aos estados e municípios aplicarem medidas restritivas para o uso da orla marítima, dispostos no PNGC II (1998) e no Projeto Orla (2006). O Decreto Estadual 45.409 de 20 de dezembro de 2007, como última lei estadual sobre o tema, institui o Programa Surf Legal, numa tentativa de proporcionar segurança aos praticantes de esportes náuticos. Ironicamente buscando uma gestão integral do ambiente, nenhum representante de entidades de pesca do estado faz parte do comitê executivo do programa.
6.3 A Legislação Municipal
No que tange a legislação municipal para delimitação de áreas por uso no município de Cidreira, temos as seguintes leis: Lei Municipal n°023/89. Instituiu a primeira demarcação de áreas para pesca e surf no município de Cidreira antes da emancipação de Balneário Pinhal. Através desta lei foram demarcadas áreas de surf para o município de Cidreira, balneário Pinhal e Balneário Magistério. A área destinada para Surf no município de Cidreira ficava entre a Avenida “H” e a Rua União, com extensão de aproximadamente 3.900m. Lei Municipal n°1071/02. Alterou a LM 023/89, instituindo nova demarcação das áreas para pesca e surf no município de Cidreira. Através desta, a área destinada para surf no município foi remarcada entre a Avenida União e a Rua Calábria, com extensão de 1,55km, conforme figura quatro.
Figura 4: Mapa de delimitação das áreas de surf segundo Legislação Municipal. Fonte de dados: IBGE 2000, e GoDigital, 2008. Produção Ingo Kuerten, 2008. É Intrigante que, mesmo com a continuidade das mortes de surfistas no município, a área destinada para surf tenha sido diminuída pelo poder municipal. Enquanto a Lei 023/89 criava uma área de surf com extensão de aproximadamente 3900 metros, no ano de 2002 essa área foi diminuída para 1550 metros.
Na sequência deste trabalho, no próximo capítulo, Ingo detalhou as características físicas da área de estudos. Semana que vem aqui no Top Wings.

21 de jan. de 2009

35 anos depois

Nesse ano farei 35 anos de surf. Fico muito satisfeito de poder pegar umas marolas ainda. Quase parei de surfar, fiquei anos afastado do esporte e agora estou retomando aos poucos. É algo de muito bom para a saúde tanto física (exige bastante do corpo) e mental. Me sinto como se estivesse reaprendendo as manobras e tenho alguns planos para o futuro. Já acertei algumas porradas rejuvenescedoras em lips. Neste clip abaixo, parte de uma onda que peguei em Florianópolis no dia 06/01/2009 onde a Neyda (minha esposa) filmou com nossa camara digital de onde ela estava. Ficou meio longe, meio cortado mas tá lá a onda! Este dia estava bom para meu nível de surf. Ondas pequenas, direitas abrindo numa vala, mar fácil de entrar, água quente. Obrigado Senhor!

20 de jan. de 2009

Sempre tem algo bom nas coisas

Nos últimos dias o mar andou "flat" em Florianópolis. As ondas que rolavam eram verdadeiras marolas. Microondas na berinha. Nas praias do lado leste da Ilha, água gelada. Mas o sol estava lá, temperatura agradável, verão. E olha a foto que o pessoal do ONDAS DO SUL colocou ontem para ilustrar a Praia Mole. Pintura.

19 de jan. de 2009

Parceria

Todo o pai se sente bem quando se diverte com um filho. Se o pai é surfista, geralmente sente vontade que seus filhos também sejam. A pressão para que o filho seja aquilo que o pai quer, por outro lado, pode gerar efeito contrário. O excesso de responsabilidades sobre a criança, pode gerar um stress e uma aversão aquilo que se quer impor a força. Com meu irmão, o Paulo, 3 anos mais moço que eu foi assim. Eu era adolescente sem muita técnica para ensinar pessoas. Entramos num mar pequeno na Barra da Lagoa em Florianópolis e eu fui forçando ele (ele tinha uns 12 anos de idade) para ir para o fundo. O Paulo já ficava em pé na prancha e entrava no corte. Pois neste dia tomou uma série na cabeça (1/2 metro servido), se assustou e nunca mais quiz saber de surf. Daniel, meu filho hoje com 19 anos, ensaiou uns banhos de mar com prancha até seus 12 anos e não se animou. Surf não é sua praia. Já a Luiza, minha outra filha hoje com 11 anos, vem se interessando pelo assunto. No verão passado ficou em pé numa prancha de surf pela primeira vez (prancha emprestada pelo meu primo Paulinho). Ela ganhou a sua este ano (uma Arquivo 6' 4" by Guga Arruda) e brincando na espuma ensaiou algumas levantadas. Ainda não entra no outside na remada mas passa horas na beirinha, espuma atrás de espuma, se levantando na sua prancha em 80% das ondas. Gosta de brincar com pranchas de bodyboard com suas amigas pois nenhuma delas tem prancha de surf. Nos dias de mar bem calmo, vamos juntos para o surf. Mostro para ela para que lado está a correnteza e o vento. Aonde estão as "bocas" e os locais mais seguros para ela brincar. Fico no outiside e ela fica ali brincando com sua prancha. Se ela vai seguir com o surf, ninguém sabe. Se quizer, parceria e equipamento não vão faltar!

18 de jan. de 2009

Children wanna fly

Toda criança sonha em voar. Claro que umas tem mais medo que outras. Algumas vão realmente voar no futuro. Foi este o meu caso. Continuo tentando algum tipo de vôo com pranchas de surf e windsurf. Mas na minha época de vôo de asa delta, fiz alguns vôos mais longos e altos como este do video abaixo.

17 de jan. de 2009

Estilo

Cada um tem a sua forma de se posicionar sobre uma prancha de surf. É o que chamamos de "estilo". Uns ficam meio "duros", outros mais "fluidos". O estilo é instintivo. Os que levam mais jeito para o negócio geralmente tem um estilo mais bonito de surfar. Pamela Neswald fez esta pintuta de surf onde retrata uma figura, meio diferente, numa posição "estilosa" sobre uma onda.

16 de jan. de 2009

Aviso de Regata

Inauguração escola windsul Campeonato de Windsurf e demonstração de Kitesurf

Modalidade: windsurf slalom

Categorias: Estreantes e Aberta

Data: 17 e 18 janeiro de 2009

Local: Praia da Barrinha - São Lourenço do Sul em frente a WINDSUL

Realização:Windsul

Apoio: Prowind - Prefeitura Municipal de São Lourenço

Supervisão: AGWK, PROWIND

Inscrições: R$ 25,00 ( com direito a camiseta do evento, churrasco)

Troféus para todas as categorias até o 5 lugar

Programação:

16 de janeiro, Sexta
9:00 - Abertura da Raia para treinos.

17 de janeiro, sabado
9:00 - Abertura da Raia.
19:00 - Encerramento da Raia.
20:00 - churrasco de confraternização

18 de janeiro, domingo
9:00 - Abertura da Raia.
19:00 - Encerramento da Raia.
20:00 - Divulgação de resultados e entrega de premios

Serão realizadas demonstrações de kitesurfe, e informaões sobre o esporte nos dias do campeonato


Regras:
-Percurso: em 8 com duas voltas (slalom)
- Serão realizadas no Maximo 7 regatas no dia
- cinco regatas realizadas (1 descartes)
- sete regatas realizadas (02 descartes)


Hospedagens e informações:
Fones:
0 xx 55 9146 4838 - Golias
0 xx 53 9133 5399 Kadinho


Localize-se: