31 de dez de 2008

2009

Amanhã é ano que vem! Já vai vir querendo muito surf, boas ondas e um astral bacana. Tudo de bom para você e para os que você ama. Muita onda, bons ventos, saúde e principalmente PAZ! Neko.

30 de dez de 2008

Esqueleto voador

Na época que eu estava no rip do surf, lá pelos meus 20 anos de idade, meu brother Flávio Boabaid costumava me chamar de "Esqueleto Voador". Eu era magro (60 kg de peso) e esboçava alguns aerials. Certamente estaria me identificando com este desenho do Rick Griffin ao lado. Atualmente, "alguns" anos depois, o meu esqueleto continua por dento do meu corpo, já revestido de um pouco mais ácidos graxos. O termo voador também já não significa a mesma coisa. Mas cada fase de nossas vidas tem suas características próprias. Surf é sempre surf!

29 de dez de 2008

Paraíso

Aprendi a velejar na praia de Canasvieiras (Florianópolis/SC) lá por 1977. Na época eu velajava nas pranchas Windglider (e Hi-Fly) emprestadas do meu cunhado Chico e do meu primo Diguinho. O tempo passou, eles pararam de velejar e eu agora estou de volta na mesma praia com equipamentos atuais de windsurf. Ontem estive por lá de novo. Vento nordeste por volta dos 15 knots. Acredito ter sido o melhor velejo que já fiz até hoje. Fui para alto mar, encarei ondas por lá, cruzei com outras embarcações. Orcei até Pontas das Canas e depois voltei num zig zag arribado incrível. Usei minha vela North Sails 7.3 e andei bem rápido. 3 horas dentro da água. Água limpa, lá fora trasparente, dá até vontade de beber. Verão. O sol por cima. Perfeição!

2.000

2.000 metros de altura é muito ou pouco? Para um vôo de asa delta é uma altura legal, principalmente considerando a maioria dos picos de vôo no Brasil. Neste vôo que fiz em 2005, decolei da rampa de Igrejinha/RS e fiquei sobre a cidade de Novo Hamburgo/RS a 2.000 metros de altura em relação ao solo. Bom vôo.

28 de dez de 2008

Encaixado

Não é essa a idéia que este desenho do Wavetoon passa? Onda perfeita rodando, é só atrasar ou acelerar, encher o lip da onda de porrada e aproveitar o momento. Uma onda perfeita e dois copos d'água curam qualquer mal!

27 de dez de 2008

O espírito do surf

Essa pintura da Pamela Neswald passa bem a idéia do espírito do surf. Uma gatinha, que não importa quem seja, nem idade, cor, religião, nacionalidade, entrando no mar e focando as ondas que estão quebrando. O show vai começar. Não importa se está aprendendo a surfar a pouco tempo ou se já tem dezenas de anos de experiência no surf. O momento é de abraçar a prancha, molhar os pés e concentrar-se no que acontece na arrebentação. Agora este é o objetivo. O que está acontecendo nas nossas vidas da linha da água para fora vai esperar um pouco para serem revistas. O relaxamento espiritual, a limpeza mental e o uso das nossas forças do corpo são muito mais importantes. Essa combinação de fatores possibilitam doses de saúde para os praticantes de hobbies que certamente os médicos de várias especialidades recomendam como rotina para uma condição de saúde completa.

25 de dez de 2008

Natal

Aproveite o dia de hoje e agradeça as possibilidades que você tem de viver sua vida. Surf, altas ondas, windsurf, vento liso, esportes, namoradas, filhos, família, amigos, trabalho, saúde, paz. Tudo isto são presentes que ganhamos e muitos deles sem sequer termos pedido. Ao nosso lado os que amamos, na nossa frente um caminho limpo e cheio de energias positivas. Sigamos em frente sem nunca esquecer de agradecer por ter essas coisas boas que temos e sempre que possível ajudar quem não tem a mesma sorte. Compartilhar nossos momentos legais com quem não teve a mesma oportunidade. Isto também traz felicidade, para ti e para quem está ao seu loado. Tudo de bom para você que está lendo este texto e a todos os que fazem parte das coisas boas que Deus te deu. Neko.

24 de dez de 2008

O velho tá inteiro!

Idade incerta. Mais de 200 anos? Nada disso, pesquise na Internet, o cara não tem 80 anos de idade. Mas isto não importa. Velejando nesse astral (tem uma gatinha acompanhando o rapaz no velejo) a idade é assunto insignificante. Já vimos ele voando de asa delta, surfando aqui no Top Wings. O tiozão tá inteiro! Hoje a noite vai estar com o saco cheio e com muitos compromissos. Alguém tem que trabalhar hoje. De dia, à luz do sol o cara está em agum canto do planeta aproveitando as energias legais que Deus nos deu. Valeu Papai Noel! Quando eu crescer eu quero ser igual a ti! Feliz Natal brou!

23 de dez de 2008

A chegada no pico

Olhando com olhos de um cardiologista, o momento de chegada no pico de surf deve ser quando os batimentos cardíacos do surfista atingem seu patamar máximo num dia de surf bom. Antes de dormir, no dia anterior, a adrenalina já está meio alta devido à ansiedade do que será o próximo dia de surf. Depois de cair na água, pegar meia dúzia de ondas, a rotina do dia de surf já está assimilada. Coração e mentes acalmados e se alimentando. Mas na hora que a imagem real das ondas quebrando perfeitas aparecem na frente dos olhos, é aquela pressa repentina, preparação a jato e correria para a água. Coração batendo a mil! Doses cavalar de adrenalina fluindo dentro do corpinho. John Severson passa bem este momento nesta pintura que ele fez. Surf!

22 de dez de 2008

Direto de Pipe

Aproveitando o assunto de Pipeline, meu ilustre primo, o Renato Hickel, que vive viajando pelo circuito ASP, mandou estas fotos de sua autoria lá de Pipeline - Hawaii, durante o evento que o Kelly Slater matou. Realmente estava rolando ALTAS ondas. Tubulares para os dois lados! Perfeitas!

Backdoor + Slater = show

Tá lá o cara. Pipeline. Backdoor abrindo tubos incríveis. Kelly Slater matando a prova. No video momentos do campeonato que rolou lá esses dias. Tubo atrás de tubo.

21 de dez de 2008

enTERRA

Fui surpreendido pelo provedor de Internet que ainda utilizo (vou sair dele em breve) ao saber que o espaço que era disponibilizado (e eu pagava por isto) para hospedagem de sites foi descontinuado. Uma decisão unilateral do "provedor". Com isto, centenas de sites que eu possuia, simplesmente foram pulverizados. Meus sites de logbook, por exemplo, registravam meus vôos de asa delta de 2000 a 2007, todos os vôos, mais de 300. Um a um acompanhado de um site, com fotos videos, impressões, aprendizados, etc. Os sites que eu tinha de meteorologia, visitados diariamente por várias pessoas, também foram retirado do ar da mesma forma. A mensalidade que pago ao "provedor" não sofreu redução alguma depois da subtração dos serviços oferecidos... Recebi a poucos dias outro e-mail deste "provedor" informando que os albuns de fotos que os usuários tinham (eu não tinha) também serão eliminados do cyber espaço. Já possuo e-mail no Google (Gmail - nekorodrigues@gmail.com ), minha família também e estou apenas vendo qual será a melhor alternativa para trocar de provedor de acessos à Internet. Veja como são as coisas, os Estados Unidos, tido por muitos como a maior potência mundial, dá sinais de que não está com esta bola toda. O provedor Terra? Outro exemplo. Pensavas que era um dos melhores? Mude sua opinião, pois não é. Está decadente. Deve estar no vácuo da crise americana, indo para o buraco... Antecipe-se, caso seu provedor atual seja o Terra, já vá fazendo pesquisa de mercado. Mude antes que seja pego de surpresa. Neko.

Morranca

Quando nós por algum motivo não podemos fazer as coisas que gostamos no mundo real, a imaginação pode nos ajudar. Quem dos que surfam não gostaria de estar num momento como o deste desennho do Wavetoon? Nos desenhos podemos trazer para nossos olhos as imagens das sensações mais legais que gostamos. A galera do Wavetoon faz isto o tempo todo! Como nesta rasgada de back side numa morranca animal. Tow in?

20 de dez de 2008

Rotina

Vento todos os dias na faixa de 15 knots, grandes estensões de água colada na cidade. Horário de verão. Equipamento guardado num clube à beira disso tudo. É sair do trabalho, trocar de roupa, preparar o equipamento e entrar na água. No mínimo 1 hora de velejo. Na foto eu com minha North Sails 7.3 em mais um dia desta rotina no Guaíba em Porto Alegre.

19 de dez de 2008

Por dentro do verde

Mais uma imagem bacana do Joaquin Malmann. Tubo! Esse é dos verdes.

18 de dez de 2008

O CASO PESCA E SURF (3)

Na nossa postagem semanal sobre O CASO PESCA E SURF, a sequência do trabalho do Ingo. Agora "A Orla Marítima do Rio Grande do Sul" e os impactos causados pela urbanização. Tanto a pesca como o surf são consequências desta urbanização e daí surgiu o conflito que vem causando tragédias e que não podem ser tratadas como mais uma rotina litorânea.

A Orla Marítima do Rio Grande do Sul e os impactos causados pela urbanização. A orla marítima pode ser definida como uma unidade geográfica inserida na Zona Costeira delimitada por uma faixa de interface entre a terra e o mar. Os limites genéricos estabelecidos para orla marítima são os seguintes: Na zona marinha, a isóbata de 10 metros, profundidade na qual a ação das ondas passa a sofrer influência da variabilidade topográfica do fundo marinho, promovendo o transporte de sedimentos; Na faixa terrestre: 50 (cinqüenta) metros nas áreas urbanizadas ou 200 (duzentos) metros em áreas não urbanizadas, demarcados na direção do continente a partir da linha de preamar ou do limite final de ecossistemas, tais como os caracterizados por feições de praias, dunas, áreas de escarpas, falésias, costões rochosos, restingas, manguezais, marismas, lagunas, estuários, canais ou braços de mar, quando existentes, onde estão situados os terrenos de marinha e seus acrescidos. (MMA, 2006).
Figura 2: Delimitação da Orla marítima para o Projeto Orla (MMA, 2006 pag. 28). Uma conseqüência bastante visível dos processos de urbanização é a destruição das construções junto à orla causada pelas marés meteorológicas, fenômeno popularmente conhecido como “ressaca”, onde o nível da maré aumenta em até 1.5m (ALMEIDA et al.,1997). Aqui no estado do Rio Grande do Sul, este fenômeno vem atingindo muitas residências construídas irregularmente junto à orla marítima, após a retirada das dunas frontais, barreira natural de proteção aos avanços do mar. Municípios como Cidreira, Imbé e Capão da Canoa, no litoral norte e Balneário Hermenegildo, no Litoral Sul, onde a ocupação acelerada e a urbanização da orla marítima, feitas sem considerar a dinâmica do ambiente costeiro, apresentam prejuízos materiais vultosos devido à falta de planejamento.
Foto 1: Impacto Frontal de uma maré meteorológica em construção junto à orla marítima na praia de Cidreira. NICOLODI, 1999.
A conurbação entre balneários e municípios é uma realidade que impacta as comunidades dos municípios do litoral norte do estado do Rio Grande do Sul. Dentre estes municípios, alguns são responsáveis por apresentar as maiores taxas de crescimento populacional anual do estado, como balneário Pinhal (7,47%) e Cidreira (6,61%) (IBGE, 2000), ambos apresentando áreas conurbanas no limite territorial norte de Pinhal com o limite sul de Cidreira. Até 1996, Pinhal era um balneário de Cidreira, vindo posteriormente a se emancipar. A ocupação desordenada da Orla Marítima do Rio Grande do Sul gerou um conflito entre as comunidades tradicionais de pescadores que ali vivem, conhecidos como Pescadores Profissionais Artesanais (PPA’s) e praticantes de esportes náuticos. Ambos necessitam utilizar o mesmo espaço, o mar: os pescadores para sobrevivência através da pesca profissional artesanal, e os praticantes de esportes náuticos utilizam-se das ondas do mar como pista para prática do esporte. A arte de pesca praticada basicamente se constitui em estender uma rede fabricada com fios de nylon entrelaçados em forma de retângulo, perpendicularmente à linha de costa, para que os cardumes de peixes sejam capturados. Acontece que os praticantes de esportes náuticos, conhecidos como surfistas, à deriva no mar, não enxergam os materiais de pesca dispostos no oceano, vindo a enrolar-se nas redes e se afogarem. Dados da Federação Gaúcha de Surf (FGS, 2007) apontam que 45 surfistas já morreram no estado do Rio Grande do Sul em acidentes com rede de pesca desde 1980. Várias medidas foram tomadas na tentativa de acabar com esses problemas, como leis estaduais, acordo com associações de pescadores e surfistas, mas até hoje não se encontrou uma solução definitiva. A falta de uma legislação federal incidente sobre o tema é o grande paradigma desta problemática. A orla marítima é área de competência da União, cabendo a ela o ordenamento, gestão e fiscalização da orla e terrenos acrescidos (ORLA/MMA-SPU, 2006). Nesta interpretação, as legislações estaduais incidentes sobre a orla marítima perdem o sentido, fazendo com que as tentativas de ordenamento fiquem restritas a acordos entre as classes. Em alguns municípios temos exemplos de sucesso. Cassino (este no litoral Sul, considerado pela FGS como exemplo de área segura para prática do Surfe), Torres, Capão da Canoa - Xangrilá e Tramandaí – Imbé, onde acordos entre prefeituras e pescadores permitiram a criação de áreas de exclusão da pesca com rede durante o ano inteiro tornando estes municípios considerados seguros para a pratica de esportes náuticos. A idéia de criar áreas conurbadas de exclusão da pesca com redes entre estes municípios permitiu a fixação de áreas com extensão considerada segura para a prática de esportes náuticos em função de parâmetros de dinâmica costeira, como a corrente de deriva litorânea. Apesar destes exemplos, alguns municípios ainda são considerados como de alto risco para a prática de esportes náuticos. Seja por não possuírem áreas consideradas seguras para a prática de esportes náuticos, pela pequena extensão longitudinal das áreas existentes ou até mesmo pela falta de qualquer área destinada à prática de esportes náuticos. Além disso, o desrespeito às delimitações das áreas destinadas para cada atividade, por pescadores clandestinos e até mesmo legalizados que não aceitam a criação de zonas de exclusão da pesca, contribui para tornar esses locais como não adequados para a prática de esportes.
Dentre estes municípios abordaremos como estudo de caso o município de Cidreira, por dois fatores principais:
• Por ser o município que registrou o maior número de mortes de surfistas em redes de pesca desde 1983 até o presente;
• Por ser considerado pela Federação Gaúcha de Surf (FGS), como “área de mais alto risco para a prática de esportes náuticos dentre os municípios do litoral norte” (FGS, 2007).
Em análise realizada no município em outubro de 2007, pudemos presenciar algumas das alegações feitas pela FGS, como o desrespeito de ambas as partes ao acordo existente no município para usos da orla marítima. A foto dois ilustra essa alegação, onde surfistas “disputam” o mar com redes de pesca. Este flagrante foi captado a aproximadamente 600 metros ao sul da plataforma de pesca do município, ponto tradicional de prática de esportes náuticos, devido a melhor formação das ondas no local.
SURFISTAS A 300M SUL PLATAFORAM DE PESCA. CIDREIRA-RS.
Foto 2: Surfistas (canto superior esquerdo da foto) disputam área com redes de pesca. Cidreira, RS. 20/10/2007. Fonte: Ingo Kuerten.
Na próxima semana aqui no Top Wings o Capítulo 2 deste trabalho, ORDENAMENTO TERRITORIAL NA ZONA COSTEIRA, fique ligado.

17 de dez de 2008

2 vezes perfeito

Foi Joel Parkinson nesta bateria. Duas notas 10! Somente Kelly Slater tinha feito isto antes. Altos tubinhos.

16 de dez de 2008

Ele está perto

Lá vem ele, agora entubado num buraco. Esse desenho de surf do Rick Griffin é apropriado para a época.

15 de dez de 2008

Velejo RS

Carolina Anzolch, esposa do Renan, velejador de windsurf da galera da Raia 1, tem tirado inúmeras fotos de pessoal em ação no Guaíba. Eles tem um site de fotos com o nome de Velejo RS onde pode-se conferir inúmeras imagens de windsurf do RS. Enquanto o Renan está na água, a Carolina se diverte com sua camera digital. Teremos uma pausa nesta geração de imagens de windsurf do Velejo RS pois a Carolina estará tendo seu filho agora no mês de janeiro.

Pilot

Quando estava com minha vela North Sails 7.3 em manutenção com o Danilo na Raia 1, ele me emprestou a sua Gaastra Pilot 6.5 para um test drive (foto). Fiquei simplesmente apaixonado pelo brinquedo e comprei uma para mim, idêntica a dele. O conjunto com a minha pequena prancha 101 litros ficou perfeito! Uma vela leve (sem cambers) e de fácil comando. Como já foi comentado aqui no Top Wings, equipamento leve é muito mais fácil de velejar. Estou com equipamento completo agora! Velejo prazeiroso. E para seguir na rotina, tem vento TODOS OS DIAS por aqui.

14 de dez de 2008

Correndo pro bico

Antigamente, logo no início do surf com pranchinhas, haviam as manobras de ir mais para o bico das pranchas. A herança do tempo dos pranchões (que estão aí até hoje) onde o "hang ten" era uma das manobras preferidas (colocar os 10 dedos do pé "pendurados" para fora do bico da prancha). As pranchinhas no início eram pranchas maiores. Lá pelos anos 70, uma 6' 4" era quase que uma "hot dog". Então, assim como neste desenho de surf do John Severson, era comum ver um "hang five". Para ajudar na passada de uma parede mais em pé, colocáva-se um pé no bico da prancha e "grudáva-se" mais na parede. Tubo com hang five era normal. Hoje os surfistas ficam praticamente o tempo todo sobre a mesma região da prancha. Claro que se a onda dá uma engordada ou se está acelerando tudo, ir um pouco mais para o bico pode melhorar o desempenho. Mas nunca mais se escutou "hang five". Manobra extinta?

13 de dez de 2008

Equipamento leve

Na maioria dos esportes que exigem velocidade e manobras com movimentos rápidos, o peso dos equipamentos são fatores fundamentais para um melhor desempenho. No windsurf não é diferente. Pranchas leves boiam mais, permitem movimentos mais rápidos. As velas (mastro, retranca, extensão, etc) também. Com um conjunto leve os jibes ficam mais fáceis. Com menor inércia, a mudança de direção fica mais facilitada. Se tivéssemos velas como a do lado seria muito mais fácil velejar! Resta saber o preço e a resistência mecânica desta vela. Mas que tem cara de que voa, tem.

12 de dez de 2008

Que venham os bons velhinhos

Já estamos perto do Natal. Alguns sinais já aparecem na mídia. Cartazes, músicas, anúncios, etc. Para irmos nos acostumando com a ocasião, um video Italiano sobre o assunto.

11 de dez de 2008

O CASO PESCA E SURF (2)

Na sequência programada aqui no Top Wings para este importante assunto, o primeiro capítulo do trabalho do Ingo Kuerten (ingokuerten@gmail.com - telefone 51 3386-2253) sobre o conflito entre pescadores e surfistas do RS (onde já ocorreram diversas mortes de surfistas presos em redes de pesca). O trabalho do Ingo é um trabalho científico. Aborda o assunto considerando vários aspectos históricos, geográficos, culturais, etc. Em alguns capítulos, esta abordagem mais científica pode não ser tão clara ou interessante, porém fazem parte do contexto e são importantes para o entendimento de todo o assunto. No Capítulo 1, que será publicado a seguir (Cap. 1, 1.1 e 1.2), considerações sobre Zona Costeira.

1 INTRODUÇÃO A ocupação dos ambientes costeiros no Rio Grande do Sul teve seu início entre o final do século XIX e início do século XX, após a difusão das propriedades terapêuticas do banho de mar, hábito que virou moda na Europa daquele tempo e posteriormente adotado pelos demais povos ao redor do mundo. Anterior a isso, a ocupação da costa servia apenas como entreporto marítimo para escoação de produtos. (ANGULO, 2004). Desde então todos os tipos de costa vem sendo desenfreadamente ocupados, desde costões rochosos até ilhas em meio aos oceanos (como Havaí, e ilhas da Polinésia Francesa). Estima-se que aproximadamente 80% das atividades humanas sejam concentradas na Zona Costeira (ZC) neste século. Segundo Gruber et al (2003): “A Zona Costeira (área de interface entr e a terra , o mar e o ar) é uma das áreas sob maior estresse ambiental a nível mundial, estando submetida a forte pressão por intensas e diversificadas formas de uso do solo”.

1.1 A Definição de Zona Costeira As dificuldades em se estabelecer critérios para definição da Zona Costeira (ZC) advêm da grande diversidade de ambientes que se encontram dentro desta definição. Além da grande extensão da faixa litorânea brasileira (praticamente todo o limite territorial leste do país encontra-se em fronteira com o mar) este ambiente está em constante alteração e evolução, por fatores naturais ou antrópicos, sejam no ar, no mar ou na terra. Daí a dificuldade de delimitação deste setor em função da dinâmica que nele se encontra. Para a Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, a ZC é definida como o “espaço geográfico de interação do ar, do mar e da terra, incluindo seus recursos renováveis ou não, abrangendo uma faixa marítima e outra terrestre” (CIRM, 2001). Para Rodriguez & Windevoxhel (1998), Zona Costeira pode ser definida como o espaço delimitado pela interface entre o oceano e a terra, ou seja, a faixa terrestre que recebe influência marítima e a faixa marítima que recebe influência terrestre. Figura 1: Determinação de Zona Costeira segundo Rodriguez e Windevoxhel. (Extraído de BID, 1998).

A caracterização da ZC brasileira utilizada no Projeto Orla apresenta aspectos mais específicos para delimitação da abrangência desta área, utilizando limites político-administrativos municipais para sua individualização:
“A zona costeira brasileira compreende uma faixa de 8698 km de extensão e largura variável, contemplando um conjunto de ecossistemas contíguos sobre uma área de aproximadamente 388.000 km². Abrange uma parte terrestre, com um conjunto de municípios selecionados segundo critérios específicos, e uma área marinha, que corresponde ao mar territorial brasileiro, com largura de 12 milhas náuticas a partir da linha de costa”. (ORLA/MMA-SPU 2006, pág. 24).
Apesar da grande quantidade de conceitos e definições encontrados sobre ZC, o que mais se aplica ao trabalho aqui proposto é a definição proposta inicialmente pela Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM) em 1997, sendo após consolidada no Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro II (1998) e utilizada no Projeto
Orla I, atualmente em vigor, a saber: “Zona Costeira:
• Na faixa marítima, considera-se todo o mar territorial como inserido na zona costeira, sendo o limite deste determinado pela Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos do Mar nas 12 milhas náuticas contadas da linha de base da costa. De acordo com esse documento trata-se da área prioritária para a pesca artesanal;
• Na faixa terrestre, considera-se todo o território dos municípios qualificados como costeiros (segundo o PNGC II). Assim, as fronteiras internas municipais fornecem a delimitação da zona costeira em terra;” (CIRM, 1997; PNGC II, 1998, ORLA/MMA-SPU, 2006, p. 23).

1.2 A Ocupação da Zona Costeira brasileira A tendência de ocupação maciça da ZC no Brasil segue os mesmos moldes da ocupação costeira na América Latina. Dados do Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID apontam que 60% dos 475 milhões de habitantes da América Latina vivem em províncias ou estados costeiros, bem como 60 das 77 maiores cidades são costeiras (LEMAY, 1998). Reflexo das formas de ocupação da ZC na América Latina, a pesca predatória e o turismo são apontados pelo BID como as atividades mais predatórias e mal administradas desde a década de 1970 (LEMAY, 1998). Os processos de ocupação da Zona Costeira (ZC) brasileira tiveram maior impulso a partir da metade do século XX, mas nem por isso deixaram de ser caóticos e predatórios. Segundo Gruber et al (2003), por ser a ZC um dos hábitats mais produtivos e valiosos da terra e, ao mesmo tempo, um setor prioritário para diversas atividades humanas, ele vem suportando grandes modificações e deteriorações através de aterros, dragagens, a poluição causada por indústrias, a ocupação humana e a agricultura. Alguns exemplos podem ser sentidos diretamente na sociedade atual, como o aumento no número de ataques de tubarões a surfistas nas praias do recife. A população local associa a construção do Porto de Recife ao início dos ataques, uma vez que foi dragado o canal e fechada a laguna que dava acesso do mar para o mangue existente na região. Esta evidência pode ser verdade, uma vez que os manguezais são um importante elo na cadeia alimentar dos tubarões. Estes locais são onde os filhotes de tubarão passam boa parte da sua vida, alimentando-se da fauna local. Uma vez barrada essa cadeia, precisam buscar alimento em outros ambientes. Outro exemplo clássico da degradação da ZC no Brasil é a alteração de áreas fundamentais para a dinâmica costeira, como a retirada das dunas frontais, a urbanização e artificialização das orlas. A depredação e venda de recifes de corais como ornamentos para aquários, o cercamento e privatização das praias, principalmente na região nordeste do país vem sendo noticiada com freqüência nos meios de telecomunicação. No estado do Rio Grande do Sul não é diferente. A ocupação da ZC gaúcha esteve restrita ao acesso portuário até o final do Século XIX, conforme a ocupação na maior parte do País. Devido às peculiaridades morfológicas da costa do estado (pouco abrigada da ação das ondas e com uma plataforma continental rasa), a ocupação da zona costeira antes deste período foi mais desenvolvida no extremo sul do estado, devido ao canal da Laguna dos Patos, local onde atualmente encontra-se o Porto de Rio Grande, na Cidade de mesmo nome. Este local chegou a ser capital do estado e centro exportador de charque e teve grande desenvolvimento econômico por volta de 1900 (MAZZINI, 2007). O processo de ocupação da Planície Costeira gaúcha é recente, porém acelerado e focado basicamente na região definida pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental – FEPAM como Litoral Norte. O Litoral Norte do Estado do Rio Grande do Sul se caracteriza pela seqüência de ambientes longitudinais à costa. Após a área de interface com o mar, identifica-se uma planície sedimentar composta por campos de dunas, banhados, cordão de lagoas, campos, áreas úmidas antigas até os limites dos contrafortes do Planalto Meridional, entalhados pelos vales dos rios Três Forquilhas e Maquiné (STROHAECKER & TOLDO JR, 2007). Abrange 21 municípios inseridos na área descrita acima, de Pinhal a Torres. A aceleração da ocupação no litoral norte teve início por volta de 160, com a construção das principais vias de acesso atuais (RS-040, que ligava Porto Alegre e região metropolitana à Cidreira e Balneários vizinhos e BR-116, também conhecida como Freeway, ligando a capital às demais praias do litoral norte). A facilidade de acesso às praias do litoral norte causou uma ocupação desenfreada da Zona Costeira Gaúcha, impactando diretamente na orla marítima. A retirada das dunas frontais, urbanização da orla, construções irregulares, impermeabilização do solo, contaminação dos balneários e lençol freático são alguns dos efeitos deste processo de ocupação.
Na próxima postagem aqui no Top Wings sobre este trabalho, veremos o Capítulo 1.3 - A Orla Marítima do Rio Grande do Sul e os impactos causados pela urbanização, fique ligado.

10 de dez de 2008

CJ Hobgood

O Americano CJ Hobgood matou a prova do O'Neill World Cup de surf num mar de Sunset (Hawaii) de 8 a 12 pés de onda. Dia perfeito em Sunset, clássico. É bom sempre termos imagens de um bom surf no cérebro. Segue um video da ASP com imagens da final deste evento.

9 de dez de 2008

Velejo no Guaíba

Já foi postado aqui no Top Wings várias vezes o assunto de windsurf no Rio Guaíba em Porto Alegre/RS. E esperamos que tenhamos cada vez mais imagens, matérias sobre este esporte. Tem cidades que possuem praias, com altas ondas na frente da casa dos habitantes daquele lugar. Porto Alegre fica a cerca de 100 km de distância do mar. As ondas nestas praias não são constantes. Nem sempre se tem bons dias para surfar. Venta muito normalmente. Mas no meio da cidade o Lago Guaíba (comumente chamado de rio). Grande área de água onde geralmente venta. Perfeito. Esporte no meio da cidade. Vela. Com a chegada da primavera e do horário de verão então, mais perfeito ainda! Chegando na Raia 1 as 18h, pode-se velejar até as 19:30h praticamente todos os dias. O vento entra mais forte geralmente no fim da tarde (quadrante leste). Portanto, velejar de windsurf no Guaíba é uma prática ideal para quem quer se manter em forma (no rip) sobre uma prancha diariamente. Não é surf, mas tem velocidade, emoção e sensação de liberdade. E windsurf é um esporte muito legal! Na foto, eu velejando num dia clássico. A vela é emprestada, uma Expression 6.9 da Neil Pryde, a prancha minha Isonic 101 da Starboard.

8 de dez de 2008

Wavetoon

Temos um link para o Wavetoon aqui no Top Wings já faz algum tempo. Aproveitando a postagem anterior da Luana Braga estraçalhando um lip de verdade, uma imagem do Wavetoon de outra gatinha matando uma onda num movimento parecido. O pessoal do Wavetoon produz desenhos de surf com uma qualidade internacional. É o Brasil despontando em mais uma área com um trabalho de alto nível. Voce pode adquirir seu exemplar do Wavetoon acessando este site.

7 de dez de 2008

Luana Braga

Momento muito legal da surfista Luana Braga. Ter foto desta é sonho de todo o surfista. Na revista Ehlas, tem fotos como esta e muito mais. Se ainda não visitou o site, confere que é muito bom.

6 de dez de 2008

Drop atrasado

Lá vem a onda! Onda buraco, parede em pé, fundo razo, prancha pequena, remada fraca, vento terral forte jogando um chafariz na tua cara. Vaca na certa? Não nescessáriamente. Você pode ser um surfista que está no rip ou um cara de sorte e entrar bem na onda já encaixado num tubo seco. Essa é a idéia do John Severson neste desenho de surf. Por sinal a onda é uma morra! É muito importante estar com o movimento de levantar na prancha bem sincronizado com a remada de entrada na onda. Em ondas de drop mais difícil estes movimentos meio que se confundem, tudo tem que ser muito rápido. Uma remada meia boca, uma levantada demorada pode resultar num drop atrasado e num buraco isto resulta uma provável VACA! Do tipo ANIMAL!

5 de dez de 2008

Ondas perfeitas

No mar! Mais uma obra do famoso Rick Griffin. Lembrou bem o Rick das belezas que uma praia tem. Nada mais perfeito para um surfista do que surfar horas num mar com ondas perfeitas, tubulares, abrindo até a areia da praia. Depois de cabeça feita com o mar, uma gata maravilhosa esperando com uma água de côco gelada para matar a sede? Falta algo mais?

4 de dez de 2008

O CASO PESCA E SURF (1)

Como comentamos na postagem de 01/12/2008 com o título de Ingo Kuerten, estaremos postando partes do trabalho do Ingo sobre o conflito entre as redes de pesca e o surf no Estado do Rio Grande do Sul. Nós aqui do Top Wings estaremos apenas publicando partes do trabalho do Ingo que nos autorizou. O contato com ele pode ser feito pelo e-mail ingokuerten@gmail.com ou pelo telefone 51 3386-2253.
RESUMO Os conflitos entre a pesca artesanal e o surf já vitimaram 45 surfistas no estado do Rio Grande do Sul desde 1983 até hoje. Neste estudo, são analisados os conflitos entre pescadores artesanais e surfistas no município de Cidreira, localizado na região do Litoral Norte do Estado do Rio Grande do Sul. A delimitação de um único município como área de estudo fez-se necessária em função da falta de tempo e recursos para esta pesquisa, pelo número de mortes de surfistas em redes no município (6) e por afinidades do autor desta pesquisa. Através de uma abordagem sistêmica, são analisados nesta pesquisa: a dinâmica de ocupação do litoral, as características físicas e morfodinâmicas do ambiente costeiro (ponto onde se dão os conflitos), os programas e projetos governamentais para ordenamento deste ambiente e os aspectos legais que envolvem os conflitos. Foram caracterizadas a ocupação da orla, a espacialização das redes de pesca e a área destinada para surf pelo município de Cidreira. Através da aplicação de questionários e de entrevistas realizadas com pescadores e surfistas, é traçado um perfil destes e de suas atividades. Os resultados destes levantamentos permitiram estabelecer normativas para o ordenamento dos usos da orla marítima do município, e culminaram com uma nova proposta de zoneamento da orla em relação às atividades de pesca e surf.
Fique ligado, em breve mais informações sobre este excelente trabalho aqui no Top Wings.

3 de dez de 2008

Trash

Já sabemos o que é uma vaca no surf. Não dá para chamar de acidente quando a onda não é enorme. Tomar uma vaca é parte do jogo. Ela ocorre em praticamente todos os esportes. Em alguns que lidam com muita velocidade ou muita altura, a vaca pode ser séria. Pode até virar um acidente. No windsurf wave, uma vaca bem tomada pode significar prejuízo com danos no material (raramente). Digamos que sua vela e seu mastro podem virar um lixo de uma hora para outra. Hoje em dia os equipamentos para wave estão muito mais preparados para as vacas do que antigamente. Neste vídeo, uma sequência de vacas no windsurf wave, algumas filmadas onboard. (Já foi postado aqui no Top Wings uma vaca minha de windsurf)

2 de dez de 2008

Campeonato Gaúcho Slalom 2009 - Resultados

No fim de semana passado rolou etapa do campeonato gaúcho de windsurf slalom na Raia 1 em Porto Alegre. No sábado o vento ajudou e as provas foram perfeitas e muito competitivas. No domingo não houve provas. Estive lá velejando com uma vela emprestada pelo Renato mas ainda não me sinto pronto para competição. Estava bom mesmo. Ventos moderados de leste (cerca de 25 knots) bombando no Guaíba. Informações adicionais sobre o evento podem ser checadas no site da Raia 1. Também é possível ver algumas fotos tiradas no sábado neste outro site.

Resultados Slalom


Open

1- Diabo

2- Renato Pozolo

3- Fabian Savedra

4- Bruno

5- Geraldo

6- Roseli

7- lero

8- Osorio

9- Bernardo

10- Paulo aguirre

11- walter

12- Nando


Formula open

1- Ricardo Pretz

2- Patrizio bacci


Campea Feminino slalom

1- Roseli


Campeao estreante Formula

1- Patrizio bacci


Campea gaucha de formula slalom

1- Ana Sophia


Campeao slalom estreantes
1- Bruno

6 Star ASP WQS

Mais uma conferida no que anda acontecendo da ASP. Esta competição aconteceu na praia de Haleiwa no Hawaii. Campeonato - Reef Hawaiian Pro 2008. Michel Bourez do Tahiti matou a prova. Tirou um tubão na final. Aliás, tinha brasieliro na final também, Jihad Khodr.

Final heat action:

1 de dez de 2008

Ingo Kuerten

Conheci o Ingo num evento que ocorreu no Instituto de Goeciências da UFRGS em 25 de novembro passado sobre o problema crônico das redes de pesca matando gente no RS, principalmente surfistas. Antes de começar o evento trocamos umas idéias e ele me mostrou o trabalho que fez compilando dados sobre o assunto, entrevistando pescadores, mapeando os locais de redes com estudos e levantamentos estatísticos. Ele já me autorizou a publicar este trabalho aqui no Top Wings e é o que faremos em breve. Você que é surfista, assim como eu e o Ingo (na foto dando uma rasgada numa onda na praia da Galheta Sul na região de Laguna/SC) sabe algo sobre isso? Pense no que você pode fazer para ajudar a resolver este problema que vem matando pessoas de uma forma absurda nas praias do RS. Não pense que são só surfistas que morrem. Você sabia que as redes têm que ser retiradas de 15 de dezembro a 15 de março por causa do verão? Lei. Pois é, se seu filho, sua filha, seu familiar, amigo, ou você mesmo estiver tomando um banho de mar nas praias do Rio Grande do Sul no início de dezembro, cuidado! Vocês podem morrer presos em redes de pesca! Informe-se! Faça algo! O trabalho do Ingo chama-se CONFLITOS DE USO E OCUPAÇÃO NA PRAIA DE CIDREIRA, LITORAL NORTE – RS: O CASO PESCA E SURF. Aguarde, dia 04/12/2008 vem a primeira postagem deste trabalho aqui no Top Wings.